Transformação de Lixão em Aterro Sanitário Usando Geossintéticos

A produção de resíduos sólidos urbanos tem aumentado consideravelmente nas últimas décadas, dificultando o seu armazenamento e disposição. Os aterros sanitários têm se mostrado a forma mais eficiente e mais utilizada mesmo em países mais desenvolvidos. No caso específico do Brasil, essa solução é a mais adequada do ponto de vista técnico e econômico. Dados estatísticos revelam que cerca de 76% do lixo urbano gerado é disposto a céu aberto e apenas 24% recebem disposição adequada (Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT, 1995).

No aterro sanitário o lixo é depositado em local preparado o terreno é nivelado e impermeabilizado com materiais resistentes que impedem a contaminação do solo e de água subterrânea por chorume, liquido preto tóxico produzido pela decomposição do lixo. A substância é coletada através drenos e recebe tratamento. Depois é devolvido ao meio ambiente sem risco de contaminação. Os aterros sanitários são planejados para durar 20 anos, mas mesmo depois de desativado continuam gerando gases e chorume por isso devem ser controlados e monitorados.

Já o lixão é uma área onde o lixo é jogado sem nenhum procedimento para evitar prejuízos ao meio ambiente, nele não há nenhum tratamento para o chorume e o vazamento da substância contamina o solo e o lençol freático. Nos lixões é comum encontrar animais e insetos que são atraídos pelo mau cheiro. Mais da metade dos municípios brasileiros ainda utiliza os lixões para descartar os resíduos sólidos.

Geossintéticos são largamente utilizados em projetos de aterros sanitários, principalmente para compor barreiras contra fluxos de base e na cobertura. Alguns geossintéticos que podem ser utilizados em obras de aterros sanitários são:

  • Geogrelhas, que podem ser usadas para reforçar taludes abaixo dos resíduos assim como para reforçar os solos de cobertura sobre geomembranas;
  • Georredes, que podem ser usadas como colchão drenante;
  • Geomembranas, que são mantas relativamente impermeáveis feitas de materiais poliméricos, podendo ser usadas como barreiras para líquidos, gases e/ou vapores;
  • Geocompostos, que consistem na combinação de dois ou mais geossintéticos, podendo ser usados para separação, filtração ou drenagem;
  • Geocompostos argilosos (GCL’s), que são combinações de bentonita e geossintéticos, e que podem ser usados como barreiras hidráulicas e contra infiltrações;
  • Geotubos, que podem ser usados em aterros sanitários para facilitar a coleta e drenar rapidamente o chorume, conduzindo-o para um sistema de tratamento;
  • Geotêxteis, que podem ser usados para filtração ou como colchão para proteger a geomembrana contra danos.

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