Impermeabilização de Aterros Sanitários com Geomembrana de PEAD

O método tradicional para a disposição final do lixo em municípios, onde há falta de recursos financeiros ou que não possuem ainda uma política ambiental bem definida, é o lixão a céu aberto. Sua localização, na maioria dos casos se dá em locais inadequados, degradando o local em seu entorno, contaminando o ar, a água e o solo.

O aterro sanitário controlado, impermeabilizado com Geomembrana PEAD, surge como excelente solução para o problema, implementando sistemas de impermeabilização, drenagem de gases e líquidos e, consequentemente, tratamento e aproveitamento dos mesmos. A decomposição dos resíduos juntamente com a água da chuva que percola sobre o aterro produz um líquido mal cheiroso, de coloração negra, parecida com esgoto doméstico, porém, bem mais concentrado, denominado chorume, que pode causar problemas à operação do aterro, contaminar o solo e os recursos hídricos da região.

Para a segurança da impermeabilização do aterro, deverão ser observadas as seguintes etapas de instalação:

  • Preparação do solo: o solo precisa estar livre de materiais granulares, como pedriscos, raízes de árvores, dentre outros, que possam perfurar a Geomembrana através de puncionamento. Em casos onde for encontrado veio rochoso durante a escavação do terreno deverá ser previsto uma manta geotêxtil de alta gramatura sob a Geomembrana para proteção mecânica.
  • Valeta de ancoragem: deverá ser aberta, no contorno da área a ser impermeabilizada, uma valeta com afastamento mínimo de 50 cm do topo do talude com profundidade mínima definida conforme projeto para ancoragem da Geomembrana e, posteriormente, preenchida com solo local.
  • Paginação da Geomembrana: deve ser feita de forma a otimizar a obra técnica e economicamente, bem como moldar os cantos, de forma a proporcionar uma melhor qualidade de solda.
  • Folga técnica: na instalação da manta, recomenda-se deixar folgas, a fim de evitar danos provocados peça dilatação e contração, causados pela intempérie e, principalmente, nos casos onde o aterro sanitário for projetado com seções mistas de corte e aterro, evitando deformações que, por ventura, possam ocorrer pela acomodação do solo ao ser submetido à carga do depósito de material.
  • Acabamento final: no acabamento de tubulações de drenagem e coleta de líquidos deverão ser feitos acabamentos de alto nível técnico, bem como utilizar abraçadeiras de aço inox, para evitar a corrosão das mesmas.

A necessidade de se drenar o chorume, o gás, bem como águas pluviais ou rebaixar o lençol freático nos aterros sanitários, obriga a construção de eficientes sistemas de drenagem. Uma drenagem eficiente evitará a desestabilização do aterro e o risco de colapso futuro.

Padrões internacionais adotam a seção típica das imagens abaixo, no revestimento dos aterros sanitários:

Impermeabilização de Aterros Sanitários com Geomembrana de PEAD

1- Plantio de vegetação para proteção contra erosão utilizada após a última camada do aterro.
2- Recobrimento com camada de terra.
3- Sistema de drenagem de gases com Geocomposto Drenante 2GT.
4- Depósito de resíduos.
5- Sistema de drenagem de chorume e percolados com Geocomposto drenante 2GT.
6- Impermeabilização primária com Geomembrana de PEAD.
7- Sistema de “Dreno testemunho” para a detecção de vazamentos com Georrede.
8- Impermeabilização secundária com Geomembrana de PEAD.
9- Sistema de rebaixamento de lençóis freáticos quando necessário com Geocomposto drenante 2GT.
10- Solo natural.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *