A importância da drenagem dos Aterros Sanitários

A maioria das cidades brasileiras não trata de maneira adequada os resíduos gerados pela população. Segundo o último censo do IBGE, feito no ano 2000, 64% dos municípios jogam os resíduos em terrenos que não passam por nenhum tipo de controle: os lixões.

Acumulado a céu aberto, os lixões represetam riscos gravissímos, até em populações que vivem longe dessas áreas, por contaminarem o solo e a água. De cada dez cidades brasileiras, três têm lixão, que é a pior alternativa. Apenas 14% dos municípios brasileiros possuem aterro sanitário, que é totalmente diferente dos lixões.

O material que poderia ser reciclado, fica misturado com restos de comida, entulho e lixo hospitalar. Não existe coleta dos gases formados pela decomposição, nem do chorume – líquido escuro e tóxico que escorre dos detritos.

Uma iniciativa intermediária é o aterro controlado. O lixo é coberto com camadas de argila e grama, o que evita a proliferação de insetos e o mau cheiro, além de melhorar a aparência. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a maioria desses aterros no Brasil não coleta e nem trata o chorume ou o gás metano. Ou seja, a contaminação continua.

O aterro sanitário é uma opção adequada. O que acontece no local é uma obra de engenharia. Antes de receber o lixo, o terreno passa por uma rigorosa preparação.

Construído sobre um solo impermeabilizado com uma primeira camada de Geomembrana (geossintético), que evita a contaminação da terra e dos rios, e um sistema de drenagem para captar o chorume e os gases gerados na decomposição.

O lixo é depositado em camadas, sempre intercalas com argila. O morro que se formou recebe outra camada de Geomembrana, para impedir que a água da chuva espalhe os resíduos. Por fim, a área recebe uma vegetação.

O sistema de drenagem, que atrai, trata o chorume e transforma o gás capturado em eletricidade, mostra ser um um grande potencial econômico para a sociedade.

aterro sanitario

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